Pensamento da Semana Analítica:



"Mais vale um dólar dentro de uma bolsa em queda livre, do que um milhão papeis coloridos impressos com rostos de generais sul-americanos, em alta!"

AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!

AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!
Mãos ao alto! O máximo possível...

Sombra

Sombra
Em busca de si mesmo, mas, sempre se perdendo na próxima esquina da vida!

bip!bip!bip!

bip!bip!bip!
Nunca ouse demais com a ajuda do progresso! Você pode ser atropelado por ele, se não for rápido o suficiente...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

OS SABE TUDO SOBRE NADA

Dias destes, li num jornal (não tenho mais paciência para ficar horas e horas assistindo o que tentam me passar como conteúdo televisivo) que um 'astro' pop - destes que 'pipocam' aos montes por ai - havia arremessado( isto mesmo!), de cima de um palco, um garoto que apenas queria um autógrafo do seu ídolo na camiseta. O pulha alegou, chorando de remorsos depois que a imprensa caiu de pau em cima dele, que fez o que fez pelo fato do fã estar atrapalhando sua performance. Detalhe: o garoto o chamou da platéia e o cantor o convidou para subir no palco, na trairagem total. Não houve sequer o fator surpresa ou algo parecido. Foi pura e simplesmente o caso do cara achar que podia fazer isto e fez. Algo grande - grande para os padrões de sua minúscula cabeça.
Desde quando a chamada eleite 'cultural' está na crista da onda (cerca da segunda metade do século XX, com a ascenção dos padrões norte-americanos como patamar hegemônico), ditando modas e conceitos, fundando verdadeiras instituições ideológicas e arrastando multidões de um lado para o outro, em todo o globo, como verdadeiros messias, o senso comum acha normal seus excessos, seus delírios de grandeza. Por quê? Teria o ser humano, de fato, alguma necessidade psicológica ou orgânica para tolerar coisas como isto?
Não estou falando de falta de 'humildade', 'excentricidade patológica' ou de seguir padrões pré-estabelecidos de conduta louvável e autruísta(cristã ou o que quer que o valha como exemplo), mas não consigo engolir mais tamanha babação de ovo em cima de verdadeiros cabeças-de-vento metidos a sabe-tudo. É revoltante que a população fique á mercê de tais figuras, ora mais radicais, ora menos, tudo dependendo do momento histórico e social. A cultura deixou de ser o radar do povo. Agora é o fogão, o aparelho de micro-ondas ou o liquidificador. Ou qualquer utilitário doméstico que pode ser comprado no magazine próximo de sua residência, para melhor comodismo do consumidor, sempre ávido por novas e mais modernas "excentricidades" por parte da classe artística, numa espécie de fetichismo, com hora e local marcados na sua sala de estar. Mas estamos numa época em que as pessoas têm uma noção quase 'mágica' da tecnologia, tal é nossa dependência dela. Pensar não está na ordem de serviços do dia. Talvez por isto, a música pop se tornou tão poderosa em nosso cotidiano. O pop vive de sí mesmo, ou seja, de eternos resgates de modismos já aprovados pelo gosto e do bolso do consumidor.
Todo mundo tem direito a relaxar, de preferência escutando um cd ou disco, assistindo a um filme ou lendo um livro. Ainda a alternativa de, simplesmente, não fazer nada além de ferrar no sono e só acordar no outro dia, para voltar a rotina de trabalho, almoço, janta, sexo mecânico e sono, de novo. O problema é o está sendo engolido, literalmente, durante este estado vulnerável de descanso. O ser humano é um animal curiosíssimo: tudo na sua vida reflete o seu fisiologismo orgânico( até as máquinas, nossas crias, precisam ser alimentadas e 'descansar' para consertos, não é?), então o que parece acontecer é que, quando estamos fora do ambiente artificial da urbanidade e de suas obrigações, já que todos precisamos trabalhar para sobreviver nela, deixamos de lado critérios éticos ou racionais, sendo levados pela letargia mental e o hedonismo contagiante de um mundo possível, porém inatingível. A esfera das idéias, como diriam os poetas e pensadores da Antiguidade pré-industria cultural. Aí entram os pop stars com seu glaumor, paetês e purpurina, holofotes e produção esmerada, elevando nossa adrenalina adormecida, tirando nossos pés do chão. Somos capazes de perder a fome e a sede diante da espera de horas ou dias numa mísera fila de compra de ingressos. Que muitas vezes custam os olhos da cara ou o salário de um mês ou mais de trabalho, nosso ou de nossos velhos pais que não sabem de nada do mundo moderno e seus mistérios dionisíacos. Na verdade, o que compramos na entrada do show não é uma mera entrada para um estádio abarrotado de pessoas suadas, banheiros sujos e entupidos e bebida quente e cara. Estamos submergindo numa outra realidade. A que sonhamos quando, depois de chegarmos do trabalho, sentamos no sofá e ligamos o aparelho de som. As ondas penetram na massa cinzenta alojada na caixa craniana e somos teletransportados para os infinitos universos dos desejos humanos. Quantos, diante do espetáculo do garoto sendo arremessado do palco, não ficaram chocados, mas, depois, não teriam feito o mesmo? Estranho que, normalmente, somos prestativos quando vemos uma velhinha com dificuldades em subir para o ônibus com sacolas pesadas ou nos conduemos quando vemos uma criança pequena chorando após sofrer um acidente, na rua brincando com os amigos. São pessoas normais, enfim. Não pop stars...
O mais irônico de tudo é que, antes, os músicos eram uma espécie de operários mambembes, que quase sempre não tinham aonde, literalmente, cair mortos. Trabalhavam, até o século XIX, como artistas de base para a elite da época: artesãos, escultores, pintores e outros que viviam nos tempos do faça-o-que-puder-se-souber-fazer-bem. A ascensão da classe ao nível de deuses humanos é um fator muito curioso e, também, misterioso, que pode ter a ver com as novas tecnologias de produção (transformando, em termos vocais e de talento, verdadeiros marrecos em cisnes) e marketing promocional (alcançando as mais distantes províncias do mundo rural e arcaico fora das fronteiras da crescente e auto-promotora industria cultural anglo-americanas). Podemos observar que, na nossa vida cotididiana, artistas têm um papel norteador dentro do imaginario( e por que não dizer, econômico também) de nossa sociedade contemporânea. Alguns tem status de chefes-de-estado (Bono Vox); um certo punhado deles possuem mais dinheiro que alguns países em desenvolvimento (Pink Floyd); já alguns cultivam gostos exóticos que podem incluir sequestro e cativeiro privado de suas presas (Boy Jorge). A lista poderia aumentar virtigiosamente se levarmos em conta os subgêneros, subfilos e subspécies do maior dos clãs, ele mesmo, o velho(com certeza) e bom(nem sempre e nem tanto se pensarmos melhor agora) sr. Rock'n Roll. Os músicos do gênero só perdem para os astros e atrizes do cinema do 1º mundo - isto quando não atacam nos dois times de vez! Ele, Rock'n Roll, não morreu mas esta dando sinais de cansaço crônico ou simplesmente se transformando, se levarmos em conta os avanços de mixagem e produção. A música eletrônica, criada a mais de cinquenta anos nos meios eruditos, migrou para as praias do rock e praticamente não se pode dizer se uma banda como Prodigy ou NIN é uma coisa ou outra.
Mas, na minha opinião, não vale mais a pena quebrar a cabeça com tais paradigmas. Talvez já saibamos a resposta no final das contas. Tudo não passa apenas de entretenimento. Nós bancamos isto. Nós o criamos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

HO!HO!HO! - E O ANO ACABOU...

2009 está para se finar.
Sabemos o que deu certo e o que foi uma barca furada em nossas vidas, na sociedade, no mundo globalizado e climaticamente alterado por nossas atividades industriais e domésticas. Prometemos a nós mesmos que não vamos repetir os mesmos erros, mas errar é humano, como reza a ladainha moralista que serve de paliativo para nossas dores de cabeças voluntárias. Mas o bicho-homem é teimoso e muito suscetível às tentações do ego, pois não sabe o que fazer com aqueles instintos não civilizados, que ele quer chamar apenas pelo simplório nome de entretenimento de massas.
Mas vamos nos ater mais um pouco no tema clima e as acaloradas discussões que o assunto traz à tona, para "esquentar" o clima...
O grande carnaval que foi a reunião em Copenhague, sobre as mudanças climáticas e seus efeitos foi o assunto do ano. Muito se falou antes, pouco se resolveu depois. A impressão que ficou, além do calor crescente que todos nós sentimos nas estufas urbanos em que vivemos, é a de que não se faz nada por simples má vontade, com medo de se sacrificar nosso (ou deles, os países ricos) estilo de vida padronizado no consumismo selvagem que nos serve de terapia para o mesmo estilo de vida que queremos proteger destes eco-chatos que não tem o que fazer além de protestar contra a matança de cetáceos e a proteção das matas ciliares de rios e córregos que, depois de virar o seu carvão para o churrasco de domingo, protegeriam as áreas de risco de enchentes e desabamentos. Tudo bem, eu nunca comi filé de cachalote nem moro perto de barrancos deslizantes morro à baixo e barracos voadores, muito menos tenho problemas com enchentes, já que não estou perto de vias públicas entupidas de embalagens plásticas e lixo doméstico. Muito conveniente, né? Pois é assim mesmo que a maioria das pessoas pensa, no conforto de suas tocas de concreto armado, assistindo os problemas fingidos dos tele-dramas ou as agruras do seu time favorito nas classificações do último campeonato de futebol. Afinal, trabalhamos para quê, senão o hedonismo de comprarmos um pouco da paz e felicidade que ajudamos a destruir de graça?
Coisas (estúpidas) do bicho-homem...
Mas passamos mais um ano e o mundo ainda não acabou em game over. Mais um ciclo de rotação da Terra, lugar que agora, queremos preservar com unhas e dentes (alguns mais afoitamente do que outros). Mas eu acho que o termo "salvar" não é muito apropriado, pois seria uma redundância de pensamento achar que "salvar" a Terra é o mesmo que acabar com a miséria e a fome no "mundo", as guerras por encomenda, visando lucros como se fosse apenas mais um empreendimento "capitalista" ou baixar os altos índices de obesidade mórbida nos países ricos. Parece mais aquele papo de jesuíta querendo salvar os índios nus, no melhor bem-bom que se poderia pensar em existir e todos sabemos como a coisa terminou. Ninguém pediu (ao menos da parte indígena, é claro) para os "salvar", quando o certo era entrar em um acordo e, aí sim, "preservar" a cultura e os povos ameríndios dos costumes bárbaros dos europeus em nome do Progresso. De novo, um choque de civilizações que poderia ser evitado. Agora estamos no estágio de "choque de mundos", quando os costumes dos "novos bárbaros" entram com confronto com o dos "novos conquistadores". A chapa está esquentando tanto que periga ela derreter qualquer hora desta e cairmos todos, bárbaros e conquistadores, direto na labareda e no carvão em brasa. E não estou me referindo ao tal do inferno dos cristãos, pois se existisse de fato, seria a maior prova real do efeito estufa!
Espero viver o suficiente para assistir ao debate na sociedade sobre se é "preciso" ou "necessário" salvar a Terra, pois o papo atual cheira como uma espécie de conversão evangélica ou coisa parecida. Estamos "humanizando" um processo que é natural no meio ambiente (dentro de certos padrões observados antes e depois da famosa Revolução Industrial, na Inglaterra do séc. XIX), uma espécie de resposta imuno-geológica do planeta, algo como uma febre em grande escala( e nós somos os agentes infecciosos neste equilíbrio climático delicado!). Estudos sérios que começaram lá nos anos 60 e sem a influência do "bichogrilismo" tão temidos pelos capitalistas/canibalistas indicam que, de fato, o planeta reage como um organismo vivo (se está interessado, pesquise na internet no Projeto Gáia). O lema da teoria é: Gáia (deusa grega da terra e das plantações) é uma mãe devota, mas não pensará duas vezes em eliminar alguns de seus filhos para sobreviver. Poético? Mitológico? Talvez, pois esta foi a maneira que os antigos encontraram para perpetuar seu saber sobre o mundo que os sustentava, do qual dependiam Óbvio dos óbvios que o termo "vivo" que emprego aqui não está relacionado com o sentido biológico da palavra que aprendemos no ensino fundamental. Ela, a Terra, vivede si mesma, um ser autônomo. O problema é que isto bate de frente com todas as insinuações de que o "Homem impera, soberanamente, sobre a Natureza", coisa que os povos de religião missiânica aceitam sem pestanejar oui discutir ,afinal, fomos feitos à imagem do deus tribal e vingativo do Velho Testamento. Deixemos ela, Gáia, "viver" como melhor lhe aprouver. Ela só precisa de espaço e tempo para repor o estrago que fizemos em nome de nossa evolução e bem-estar, que a deixem trabalhar por si mesma. A humanidade não é mais criança, deixamos o estágio das trevas e ignorância a muito lá trás. Quem acredita nesta interpretação absolutista e arcaica do homem supremo, aconselho a voltar para as cavernas e grunir um pouco para as paredes rochosas. Temos de cuidar do "nosso" habitat, este artificial que construímos e que tem seus benifícios e problemas, suas doenças e qualidades, como um organismo vivo, feito, não de células e tecidos, mas de cultura e história humanas.
2010 ainda não tem uma cara definida. Apenas promessas e mais suspense no ar. Ano eleitoral no Brasil, ano internacinal do meio ambiente: coisas importantes para as pessoas importantes esquentarem a muringa com tais perecutécos. Nós, a massa dirigida e inlfuenciada, só temos que nos preocupar em bancar toda esta orgia de novo, entra ano, sai ano...
Está sentindo algo no ar? Algo que talvez cheire a mudanças há muito aguardadas ou o fétido do mesmo continuísmo de sempre e sempre e eternamente sempre?
Amém...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ELDORADO/Menguele


Segue o teaser do documentário ELDORADO sobre o figura nazi Menguele e outros imigrados da Alemanha pós-guerra. Desenhos do Bodão inclusos nas apresentações das biografias comentadas na produção. Aguardem o trabalho e comprovem o trilher na net.

Direção : Marcelo Felipe Sampaio
Roteiro: Fernando Bonassi e Marcelo Felipe Sampaio
Produção: PaleoTV

TRAILER - ELDORADO
http://www.youtube.com/watch?v=E9Oz8hDZXeE

domingo, 4 de outubro de 2009

A FATALIDADE COTIDIANA QUE NOS CIRCUNDA.

A FATALIDADE COTIDIANA QUE NOS CIRCUNDA.
A vida nos reserva surpresas e sustos.. Ela, a vida, é feita disto: fatos insperados, ações radicais e reviravoltas alucinantes, nas situações e lugares que menos esperamos. Tudo em nome do momento decisivo, o ultimato que mudará tudo, dentro de nossa ótica cortês, dali por diante, a vida calma e confortável é chacoalhada, como uma árvore diante da força do vento furioso da existência. Mesmo dentro de nossas casas não estamos à salvo destas viradas de humor do Destino. O relato que se segue é mostra viva disto que chamamos de finitude acidental: dias destes soube que houve um terrível acidente nas imediações do bairro onde moro(ele já havia ocorrido fazia uns dois dias -, pois, como já dizia a letra dos Mutantes: "Ando meio desligadooo...."). Um garoto(dos muitos que por lá abundam) fora atropelado por um caminhão( um dos muitos que por lá circulam). Morreu na hora a criança e, o pior, devido ao alto teor dramático do fato(o menino tirava sua cabeça esmagada pela roda do veículo), a situação descambou para uma cena de inquisição, de tribunal popular.
Moradores revoltados, exaltados pelo calor do momento, se juntaram(vizinhos afirmam que até elementos ligados ao crime e trafico de drogas ) para tirar 'satisfações' com o motorista do caminhão-pipa que, em acelerada carreira, rua acima, cometeu o fatídico acidente. O animal humano ainda é regido por instintos natos de sobrevivência, medo, de raiva, de pânico aterradores. Repito: não estava lá no momento do caos, mas, meu irmão me contou que foi uma verdadeira operação de guerra para salvar o motorista que só estava cumprindo sua tarefa diária e a criança a sua obrigação infantil, ou seja, brincar. Mas tudo não pôde ser resumido por esta simples e higiênica ótica pacifista.
Quem nunca presenciou, por exemplo, respeitáveis vovós e vovôs ou engravatados do mundo dos negócios financeiros o pregão da Bolsa de Valores protestarem, de maneira xula, quando um imprevisto do destino lhe tira do sério ou atrapalham determinada ação cotidiana de suas rotinas de seres civilizados e educados? Ou médicos diante de casos perdidos, de amputações perigosas para o paciente em coma? E policiais e bombeiros que arriscam a vida para manterem a ordem e paz social, vivendo o estresse permanente ,dentro e fora da rotina de trabalho? Eles são profissionais treinados para estas situações. E nós? Meros cordeiros esperando a mão salvadora que vai nos tirar do poço de piche aonde nos metemos? Imaginem , então, onde isto poderia parar quando as comportas da emoção são escancaradas e nada pode deter seu destruidor avanço?
Meu irmão contou a história para mim, durante a semana inteira. Foi um vai-e-vem de polícia, ambulâncias e jornalistas. Nunca tinha visto nada parecido desde a última blitz no bairro, que foi de casa em casa( até na minha!). Pediu para pesquisar na internet, em busca de fotos dele no meio do povão que olhava, boquiaberto, mas vidrado na cena em geral, o tumulto e o desfecho de tudo.
O garoto morreu na hora como já havia mencionado. Um desfecho que já estava presente o tempo todo, alias, mas ninguém prestou atenção, diante das câmaras e flashes da mídia.


VOTOS LIMPOS PARA FICHAS LIMPAS
O projeto enviado ao Congresso acerca da exigência de candidatos á prova de dados que emporcalhem sua biografias políticas com os adjetivos de sempre na mídia espetáculo tais como corrupção, formação de quadrilha, tráfico de influência, de drogas, de atos secretos e etc e tal(e põe etc e tal nisto, bicho!) é um desesperado ato de cidadania movido por cidadãos preocupados com os caminhos que a política nacional toma, já de cabralinas épocas, diga-se de passagem.

Será mais um golpe da eterna(maldita, inconformada, invejosa) oposição? O que ela ganhará com mais esta campanha difamatória contra os magistrados, os políticos e representantes do Brasil e seu servil povo/gado? Talvez apenas mais tempo para maquinar mais uma estratégia maquiavélica, outra manobra para atrapalhar os passos firmes que a nação vêm dando rumo ao seu futuro tão grandioso quanto prometido. Desde os tempos cabralinos, inclusive...

Mas se o jogo da política só pode ser executado através da pilhéria, da indiferença parlamentar quase sádica em relação ao que acontece ao nível do solo do povo comum, do troca-troca promíscuo de caciques de partidos gigantes e anões, do toma-lá-dá-cá, do oba-oba e outras classificações maquiavelescas que(pela fonética que produzem, sem precisar comentar o que significam na prática) beiram a onomatopéia de desenhos animados, por que nos damos ao trabalho de nos importar, mandar um montante de assinaturas de cidadãos trabalhadores(1,3 milhão), sem que deveriam se preocupar mais com suas vidinhas de formiguinhas que nunca irão matar o monstruoso tamanduá devorador de térmites que representa este atraso que domina nossa política?

Esperança ou ilusão? Fé ou mera sede de revanchismo? Talvez por que estejamos pagando esta conta, esta farra , pagando com nossas forças exíguas por esta classe de super-homens e super-mulheres que se vêm no alto da montanha, distantes, o ápice da brasilidade. Os fracos e influenciáveis que somos na nossa casta de reles mortais pagadores de impostos, ou seja, o espinafre deles continuará verdinho enquanto ararmos os campos para que nasça mais, devemos esperar as coisas se acertarem por si próprias, por elas,ao contrário de nós, seres humanos, devem ter vida autônoma.

Os conformistas acham que as circunstâncias não são tão graves, que tudo faz parte do ballet da política e, enquanto, tivermos(a classe média)café solúvel, pão integral e internet banda larga, por exemplo, tudo estará dentro dos conformes. Quem reclama é por que não gosta de trabalhar, e ponto final. Mas, e aí chamo a uma leve reflexão: os políticos, esta classe tão atacada pelos plebeus, estes senhores que tem o "trabalho" de ganhar por horas extras não realizadas, por facilidades fiscais e bonificações, comodidades como casa e outras despesas pagas pelo contribuinte(incluindo aqui você, classe média amiga!), respondam-me, eles, de fato, TRABALHAM? Digo esta palavra ao mesmos no sentido de que eu e você entendemos, como a percebemos, de como TRABALHAMOS!

A lógica é a mãe de todas as soluções. Então vamos analisar os fatos: trabalho, exercendo uma função na qual concorri com outros candidatos, numa empresa. Certo, até aí nada de demais, todos precisam fazê-lo, pois se não fossa assim, ninguém sobreviveria, estaríamos na Idade da Pedra se não houvesse cooperação entre os espécimes da espécie Homo sapiens. Se eu roubo algo da empresa em que estou empregado, sou mandado embora, por justa causa, ou seja, sem direito a nenhum dos benefícios trabalhistas que eu gozava antes de incorrer no erro do furto. Situação final: me pego pensando, na calçada da amargura(desempregado) o por quê do que fiz? Impulso, instinto, pura e simples molecagem ou mesmo burrice, pois vivo cercado de pessoas que se deixam levar por emoções fotoelétrica transmitidas, à noite, pela TV e que não se importam com os fatos reais que mexem com nossas vidas? Talvez um pouco de tudo, já que, de tanto bater na pedra dura do senso crítico, a água do conformismo conseguiu o furo que queria fazer.

Se o exemplo do furto fosse transladado para o maravilhoso mundo da política? Ah, a coisa seria diferente, óbvio, tendo o aparato certo para rebater as denúncias infundadas, as tramóias oposicionistas, os invejosos e gananciosos demais. Não ficaria sentado pensando nos males, na calçada da amargura, e sim, num outra seção de votação, ganhando extras e outras comodidades meritórias do cargo. Ê, vidão...

Não estou discutindo mérito ou moral, ética ou vergonha-na-cara. Não, senhor, pois eu mesmo não as tenho(ao menos para me tornar um mártir ou exemplo público). Mas tenho orgulho de ser honesto, primeiro comigo mesmo, depois com o resto do mundo. Se você é também, pode demonstrar apoiando o projeto de Ficha Limpa. È claro: cada um, uma cabeça( e uma sentença). Se você acha perfeitamente normal roubarem o que não lhe pertence, usufruir de furto, assassinato, tráfico e extorsão, racismo e outra cositas á mais, e achar que está tudo certo por que o animal humano ainda baba e bufa por qualquer acontecimento na sua vidinha ridícula, ao menos seja sincero, não seja hipócrita e mostre o imenso monte de merda que você realmente sempre foi.ss

MERCADORIA CULTURAL

A atual disponibilidade de arquivos, fotos, filmes e, é claro, música na internet no apresenta um dilema que não existia até esta bonança surgir: será que o valor da arte, enquanto produção cultural, como termômetro das experiências humanas(e suas mazelas e caprichos), estará fadada ao mero conceito de material descartável, dada a facilidade que a obtemos através da web?
Nos nossos dias, o download torna-se o grande abracadabra dos aficionados em produtos da industria do entretenimento.
Baixamos filmes que nem estrearam nas salas de exibição. Copiamos albúns musicais inteiros, fazendo coletâneas particulares que, antes do advento da internet, esperávamos, pedindo a(os) Deus(es) para estarem á venda na loja mais próxima de sua casa, quase sempre á preços atmosféricos.
Textos de livros, matérias jornalísticas, fofocas do mundo pop, da política, das grandes e pequenas personalidades, enfim, tudo está ao alcance dos dedos no teclado. Não há mais limites para a fome de saber, de interesses e novidades. Mas, francamente, quanto disto tudo, desta Disneylandia virtual, é para valer? Quanto tem realmente o valor, o teor cultural para saciar nossa fome filosófica(estou sendo sarcástico)?
Tal qual nosso organismo, que, quando mau alimentado ou nutrido com os alimentos errados, substituíndo o nutritivo pelo apenas palatável industrialmente, adoece, morre. Com nossa mente, sede do intelecto tão festejado pela raça humana, corre o risco de ficar raquítico, franzino, quando é abastecido com os alimentos inadequados. Onde quero chegar? Justamente nesta verdadeira churrascaria que a internet representa: fartura, diversidade, sem limites. Nos esbaldamos na primeira oportunidade(quem nunca deu uma olhadinha num site de sacanagem, hein?).
Está tudo - ou quase tudo - ali, diante de nossos olhinhos estáticos, hipnotizados, ávidos por aquela maravilhosa paisagem de ícones, links, frames. Sim, dizer que não se gosta de internet ou não acha o que quer lá é o mesmo que, no século XIX, falar mal da fotografia, do barco á vapor ou do telefone. É ser comparado á um alienígena sem tradutor universal portátil(êta, Star Trek véio de guerra!) no meio de um feira nordestina! Um descalabro sem cabimento, enfim! Mas, por outro lado, dizer que é duvidoso o valor do conteúdo da maioria dos mil-e-um sites da web é uma maneira sensata de por uma ordem nesta credibilidade impecavel. Sim, a internet está anos-luz à frente da televisão, de quem herdou várias temáticas e funcionalidade, grades de programas e bordões. Podemos escolher o que assistir ou ler, com uma liberdade nunca antes vista. Mas, mal usada, a web apenas se diferencia da TV por sua comodidade de escolha. E corre o risco de estagnar pela falta de critério, de escolha pessoal e cultural do usuário. Os quadros em programas de auditórios "especializados" em vídeos cômicos(?), bizarrices e fatos insólitos já virou uma febre mundial. Para a maioria das pessoas, a internet ainda é um mistério. Se apareceu lá, deve ser bom, deve ser verdade.
Pesquisar um assunto, hoje em dia, é o mesmo que se converter em um crente fervoroso naquilo que está exposto na página principal das Wikipedias da vida. Trabalhos de escola então se resumem á meros Ctrl+c e Ctrl+v; não se dá nem o esforço de ler o conteúdo, o enunciado ou outra página com o mesmo tema. Vai esta mesmo e pronto!
Vivemos o perigo da imbecialização crônica, dentro do conforto de nossos lares, diante do monitor, teclado, mouse e CPU. Uma ameaça grave se tivermos em mente que vivemos na era da informação instantânea e global. Toneladas de novas bandas e estilos musicais pipocam na web dia e noite ,tudo fresquinho e descartável. A sensação do momento, no entanto, pode desaparecer amanhã, para dar lugar a outra sensação mais lucrativa e igualmente talentosa.
Sim, ficou mais fácil aparecer, criar e divulgar. Mas tudo isto não têm serventia quando a única coisa talentosa e criativa que se pode contar é o trabalho dos programadores á serviço das gigantes da informática que, arduamente, tornam possível todos estes milagres na internet. Eles sim, são os verdadeiros artistas de nossa era.
Há quem se ache muito popular, conhecido, mas toda esta fama(ou a impressão dela) não é mero delírio egocêntrico, narcisista. Devemos á informática esta nossa noção de calor humano, de reconhecimento, de aceitação por parte de nossos irmãos que se encontram á milhas de distância de nosso PC. E quando acabar a eletricidade? O mundo cai - ao menos para os dependentes psíquicos por internet. Sem ela não teriam amigos, não teriam para onde ir, não sairiam e não manteriam relações com ninguém. E, ironicamente, se esta tudo bem, funcionando á mil maravilhas, aí é que não saem mesmo da frente do maldito engenho!
E quando esta orgia de troca de arquivos - ou simples piratagem em alguns casos - terminar? Quando um novo programa for solto na rede, impedindo os sagrados downloads , quebrando toda a cadeia alimentar da web? Final dos tempos? Não. Só da festa. Não serei hipócrita: também baixo músicas, arquivos, já assisti a filmes gravados que foram baixados da web. Me considero um usuário nível baixo/médio no quesito 'entrega' total á internet. Nunca vou trocar um livro por um arquivo PDF ou deixar de comprar um cd, com arte e tudo, por uma gravação em mp3. É um direito meu. Ser taxado de atrasado ou do contra não estremeçe minha determinação neste ponto. Gosto de qualidade, não apenas de (absurda)quantidade.
Seja qual for.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CUIDADO COM A FACA, O QUEIJO E A GULA

A notícia de que um certo suspeito de duplo
homicídio será solto em breve traz á
toa a seguinte pergunta: porque a justiça brasileira
parece tão contraditória?
Ser libertado por bom comportamento ,
depois de feita a merda, de quê adianta?

Todas as evidências estão lá, nos laudos policiais. Compra de munição, de um coldre para a arma, pagamento de um curso de tiro, depósitos bancários bloqueados, um longo histórico de desentendimento familiar e desvio de verbas de uma empresa em nome dos... próprio pai do assassino! Este, um bem formado adolescente de classe média/alta(não vamos, aqui, discutir a relação: dinheiro/caráter; não vêm ao caso usar este recurso da demagogia barata), com uma carreira promissora numa das mais conceituadas empresas de mídia eletrônica nacional. E fica o porquê no ar de tanta intolerância e desnecessária ambição, já que o elemento em questão já estava com a faca e o queijo na mão. Só faltava morder - e o fez(no entanto)com muita gula, digamos de passagem.
Casos assim estão se tornando mais comuns. Não que nunca houve disto, pois, desde que o homem é homem(ou seja, racional), ele tem adquirido o gosto matar por simples escolha. Assim, prático e desleixadamente. Antes, tinha que se valer da capacidade para tal fato. Hoje se paga um curso de treino particular e bang!, pronto! Está feito. E não se pensa mais nisto...
Mas esta comodidade que põe armas de fogo na mão de desmiolados, esta 'facilidade' de se acertar determinados assuntos na base do fogo-amigo, esbarra num pormenor: o avanço das táticas de análise criminalísticas.
Sim, se antes não havia Deus ou ética para impedir os massacres, estupros e assassinatos, quando os corpos dos 'fracos' eram largados ao relento e assim eram tornados assunto do passado, hoje em dia é possível até mesmo se achar o culpado de um crime que já morreu há muito tempo, inclusive o próprio autor do crime.
Não pagou por seu delito, mas servirá de exemplo para outros imponderados de plantão. Não é 100% eficaz, mas já é alguma coisa, pois, a ignorância deste animal humano, instintivo e imprevisível, que se considera racional, só pode ser freado diante de sua própria finitude. Quase sempre drástica e anti-natural.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

OS ESPOROS E O VENTO

Novamente as grandes negociatas são desmascaradas, à luz dos holofotes da mídia, sempre ávida por processos ilícitos, atos mais que secretos, escândalos com data e hora marcadas para acontecerem e serem levados frente a (des)opinião pública.
O problema é que, para o pobre cidadão, é uma verdadeira confusão de investigações, acusações, provas e -é claro -absolvições sumárias. Haja cabeça para tantos dados! De maneira que já poderiam propor projetos para, através do sistema público de saúde, implantar chips ou pentes de memória nas pessoas que se procupam com tais mazelas da nação. Mas que dá uma certa vontade danada de esquecer tudo,mais por uma conviniência de paz de espírito e poupar nossa cabeça de enxaquecas, sim, isto dá!
O mesmos coronéis mandam e desmandam, fazendo que nada está acontecendo, com o focinho bem erguido, farejando o ar de seus dominios hereditários. Quem ousar dirigir uma única palavra que insinue uma acusação ou d[uvida em relação a sua santa idoneidade é, instantaneamente, convertido em herege, provocador da ordem pública e nacional, pau-mandado das grandes corporações midiáticas e coisa e tal. Esta, a mídia impressa, eletrônica , radiofônica, sempre esteve á serviço dos grandes e poderosos.
Mas eles perceberam que precisam da massa, esta corpulenta montanha acéfala, para consumir os produtos expostos em seus comerciais entre uma atração e outra, que pagam as contas destas licenciaturas públicas tornadas privadas que chamamos, bovinamente, de 'canais' de televisão. Pague para entrar, reze para sair.
Dentro dos corredores do governo, das repertições públicas e outros pontos obscuros do Poder, a espionagem corre solta.
Coisa meio de serviço secreto a lá soviet supreme - sem vodca ou cossaco dançando, é claro -, onde todos e tudo tem ,no âmago, bem fundo no interior, segredos e tramóias fetichistas, armas de destruição política em massa e uma propensão genética a distribuir sua marca nepotista até onde os ventos poderem espalhar seus esporos colonizadores de novos habitats, virgens de defesas imunológicas e democráticas.